A corrida para o Senado em Mato Grosso do Sul ganhou novos contornos após a divulgação da pesquisa do Instituto Ranking que coloca Nelsinho Trad (PSD) na liderança entre os eleitores de Campo Grande. No primeiro cenário, o ex-prefeito aparece com 20%, contra 17,6% de Reinaldo Azambuja e 14% de Capitão Contar. No segundo cenário, Nelsinho sobe para 21%, mantendo a dianteira sobre os demais adversários — desempenho que reforça sua solidez eleitoral na Capital e o coloca como um dos nomes mais competitivos do Estado.
Enquanto Nelsinho avança, o grupo governista vive um momento de tensão após o anúncio feito por Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, de que Capitão Contar se filiará ao partido para disputar o Senado. A possível aliança entre Contar, o governador Eduardo Riedel (PL) e o ex-governador Reinaldo Azambuja reacendeu dúvidas sobre os rumos da composição majoritária de 2026.
Contar não compareceu à posse de Azambuja na presidência regional do PL, e Azambuja não esteve presente no evento em que Valdemar formalizou a pré-candidatura de Contar. A ausência mútua deixou claro que ambos ainda medem riscos e resistências internas.
É nesse ponto que entram as análises políticas.
O cientista político Alan Borges avalia que a situação é mais complicada do que aparenta:
“As pesquisas qualitativas mostram que uma parcela expressiva dos eleitores de Capitão Contar rejeita qualquer aproximação com o ex-governador Reinaldo Azambuja, e o próprio grupo de Azambuja também rechaça essa possibilidade. Contar construiu sua trajetória fazendo duras críticas ao então governador Eduardo Riedel e ao próprio Reinaldo, chegando inclusive a pedir o impeachment do ex-governador. Enquanto essa tensão enfraquece o bloco governista, Nelsinh avança com maior aceitação em todo o Estado, impulsionado pelo apoio de prefeitos que destacam seu histórico como um dos senadores que mais enviou recursos para a saúde dos municípios sul-mato-grossenses.”
Com o desgaste da aliança PL–Contar ainda sem solução e com a possibilidade crescente de segundo turno para o governo, o grupo governista tenta reorganizar sua estratégia. Internamente, nomes como Gerson Claro, Gianni Nogueira e o próprio Nelsinho disputam espaço na formação da chapa.
Neste cenário, Nelsinho se beneficia do contraste político. Enquanto adversários enfrentam rejeição ou hesitação interna, o ex-senador amplia sua base com prefeitos e lideranças regionais, fortalecendo sua imagem de parlamentar ativo, especialmente na destinação de recursos para a saúde — área que mais afeta diretamente o eleitorado.
A partir de agora, aliados esperam que o ritmo das articulações acelere, mas reconhecem que muitas decisões só serão fechadas próximo das convenções. Até lá, Nelsinho segue como o nome mais estável e em crescimento, enquanto o bloco governista tenta resolver seus próprios impasses.
E do outro lado do tabuleiro eleitoral, Simone Tebet enfrenta mais um revés. A pré-candidata ao Senado volta a cair nas pesquisas, impactada diretamente pelo desgaste do governo Lula, cuja popularidade recua em meio à crise nacional de segurança pública, agravada pelos episódios no Rio de Janeiro e em outros estados. Nos bastidores de Brasília, aliados admitem que Simone já cogita transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo, abandonando seu histórico político no Mato Grosso do Sul. A avaliação interna é de que, diante do cenário atual, ela não alcançaria sequer as primeiras posições na disputa estadual, ficando fora até mesmo do grupo dos quatro candidatos mais competitivos.
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